O que fazer com o cachorro no Ano Novo
Ficar em casa, levar junto ou hospedar: as opções.
Cuidados
Item por item, o que da ceia faz mal ao cão, por que a uva-passa é o ingrediente mais traiçoeiro de dezembro e o que fazer se ele já comeu.

Dia 24, dez da noite, a família inteira no apartamento em volta da mesa posta. A tia oferece um pedacinho de panetone por baixo da toalha, o primo esquece o prato de farofa na mesinha de centro, e o cachorro, que conhece cada um ali, faz a ronda. Para quase tudo o que está na mesa a resposta é não, e a uva-passa e o chocolate são os que mais preocupam.
Cachorro não pode comer panetone, chocotone, rabanada, tender, farofa nem pratos com uva-passa. Peru e chester só seriam aceitáveis como carne magra e cozida, sem tempero, pele ou osso, e a carne que vai para a ceia quase nunca está assim. Os itens mais perigosos são a uva-passa, que pode causar lesão renal aguda e não tem quantidade considerada segura, o chocolate, os temperos com alho e cebola, os ossos cozidos e a bebida alcoólica. Se o cão comeu algum deles, ligue para o veterinário na hora, mesmo que ele pareça bem.
| Alimento | Pode? | Por quê |
|---|---|---|
| Panetone e chocotone | Não | Açúcar e gordura em excesso; leva uva-passa, frutas cristalizadas ou chocolate |
| Panetone próprio para cães | Com cautela | Feito sem ingredientes tóxicos, mas é petisco calórico; leia o rótulo e consulte o veterinário se o cão é obeso, diabético ou já teve pancreatite |
| Uva-passa e uva fresca | Não | Podem causar lesão renal aguda; não há quantidade considerada segura |
| Peru e chester da ceia | Não | Tempero com alho e cebola, pele gordurosa, ossos que lascam |
| Tender e pernil | Não | Muito sal, gordura, defumação e calda doce |
| Farofa | Não | Manteiga, bacon, cebola, sal e, muitas vezes, uva-passa |
| Arroz à grega e salpicão | Não | Uva-passa, cebola, maionese e temperos |
| Rabanada | Não | É frita e leva açúcar e canela em excesso |
| Bacalhau | Não | Sal em excesso e espinhas |
| Nozes, castanhas e macadâmia | Não | Muito gordurosas; a macadâmia é tóxica para cães |
| Chocolate e sobremesas | Não | O chocolate é tóxico; doces diet podem ter xilitol, também tóxico |
| Bebida alcoólica | Não | Tóxica mesmo em pequena quantidade |
| Ossos e restos da travessa | Não | Lascas podem ferir boca, esôfago e intestino |
Não. A massa já é um problema, cheia de açúcar e gordura, e o panetone tradicional leva uva-passa e frutas cristalizadas, enquanto o chocotone leva chocolate. O pedacinho por baixo da toalha já carrega o risco, porque a reação à uva-passa varia de cão para cão e pode acontecer com pouca quantidade. Mesmo o panetone sem passas e sem chocolate fica fora do cardápio por causa da gordura, que em alguns cães desencadeia pancreatite.
E os panetones para cães que aparecem nas prateleiras em novembro? São feitos para eles, sem uva-passa nem chocolate, e mesmo assim são petiscos calóricos. Para um cão saudável, podem ser um agrado ocasional, respeitando a porção do rótulo; para cães obesos, diabéticos ou com histórico de pancreatite, pergunte ao veterinário antes. E nunca deixe os dois panetones lado a lado na mesa, porque no meio da festa alguém troca.
A uva e a uva-passa podem causar lesão renal aguda em cães. Não existe quantidade considerada segura: alguns cães adoecem com pouco, outros parecem tolerar, e não há como saber de antemão em qual grupo o seu está. O Natal é perigoso porque a passa aparece onde ninguém lembra dela, como arroz à grega, farofa, salpicão, recheio de ave, bolo e o próprio panetone.
Os primeiros sinais, quando aparecem, costumam ser vômito e diarreia nas horas seguintes, depois apatia, falta de apetite e mudança no volume de xixi. O rim pode estar sendo afetado antes de qualquer sinal, por isso a orientação é ligar para o veterinário assim que perceber a ingestão, sem esperar sintoma: quanto mais cedo o atendimento, maiores as chances de proteger os rins.
O chocolate tem teobromina, que o organismo do cão elimina muito devagar. Quanto mais escuro e amargo, mais perigoso. O meio amargo e o cacau em pó são os que mais preocupam; o ao leite vem logo atrás, e o branco tem pouca teobromina e muita gordura. Os sinais incluem vômito, agitação, sede, coração acelerado, tremores e, nos casos graves, convulsão.
Doces diet e sem açúcar merecem atenção à parte, porque muitos levam xilitol, um adoçante que pode derrubar a glicose do cão e lesar o fígado. Na ceia de quem está de dieta, ele costuma estar no pudim, na mousse ou no chocolate "zero".
Peru ou chester cozido e servido puro (sem pele, osso ou tempero) não está na lista de alimentos tóxicos. O da ceia vem temperado com alho e cebola, que lesam os glóbulos vermelhos do cão. Também traz pele e gordura capazes de provocar pancreatite, além de ossos cozidos, que lascam. No tender e no pernil, o excesso de sal se soma à defumação e à calda doce. Se quiser incluir o cão na festa, a alternativa mais segura é o petisco que ele já come no dia a dia, oferecido por uma pessoa só.
Não são indicados. Bolo e pudim têm açúcar e gordura demais para o cão, e qualquer sobremesa pode esconder chocolate, passas, nozes ou xilitol. Se ele lambeu um pouco de pudim simples, observe. Se comeu qualquer coisa com chocolate, passas, nozes ou adoçante, ligue para o veterinário. A lista completa do que entra e do que fica fora está em alimentos que o cachorro pode comer.
Com a casa cheia, a maior parte dos acidentes sai de três lugares: o prato esquecido na mesinha, o convidado bem-intencionado e o saco de lixo da cozinha, cheio de ossos e sobras, que no calor de dezembro fica irresistível. Quase todos se evitam com um aviso aos convidados logo na chegada e com o lixo bem fechado; durante a ceia, o cão fica melhor num cômodo sossegado. Outros riscos da época estão reunidos em perigos das festas de fim de ano.
Muitas famílias passam o Natal na casa de parentes, em outra cidade, e o cão fica com a gente. O Gute funciona normalmente no Natal e no Ano Novo, e a rotina do hóspede segue a de qualquer outra semana: ele come a ração de costume, nos horários de sempre, longe da ceia e do prato esquecido na mesinha. Quem toma remédio recebe a medicação nos horários corretos, e a supervisão humana é 24 horas, inclusive na noite do dia 24.
Na virada, os ambientes de descanso com isolamento termoacústico ajudam com o barulho dos fogos, e você acompanha a estadia pelas fotos e vídeos diários. Se precisar, o Táxi Dog climatizado busca e entrega o cão na porta de casa. Os detalhes de como funciona a temporada estão em Natal e Réveillon no Gute.
"Pude dormir tranquila; sempre me enviavam vídeos dela brincando..." Naiara A., tutora da Khaleesi
Vai passar as festas fora? Reserve com antecedência a estadia do seu cão no Natal e no Réveillon.
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Não. O panetone tem muito açúcar e gordura e costuma levar uva-passa, que é tóxica para cães; o chocotone leva chocolate. Os panetones feitos para cães são outra coisa e, com cautela, podem ser um agrado ocasional.
Não. A uva-passa pode causar lesão renal aguda e não existe quantidade considerada segura. Se ele comer, ligue para o veterinário imediatamente, mesmo sem sintomas.
O peru da ceia não, porque vem temperado com alho e cebola, tem pele gordurosa e ossos cozidos. Carne magra e cozida, sem tempero, pele ou osso, fica fora da lista de tóxicos; antes de mudar a dieta do cão, converse com o veterinário.
O chester da ceia tem os mesmos problemas do peru. O tender tem sal, gordura, defumação e calda doce. Nenhum dos dois é indicado.
Não. A rabanada é frita e cheia de açúcar. A farofa leva manteiga, bacon, cebola e sal, e muitas receitas de Natal incluem uva-passa.
Sim. Os rins podem ser afetados antes de qualquer sinal aparecer, e o atendimento rápido é o que mais protege o cão. Não induza vômito por conta própria; siga a orientação do veterinário.
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