Pulga em cachorro
Como identificar, os riscos e por que o controle é contínuo.
Cuidados
Calor, ração velha, estresse ou dor: como ler os sinais e saber a hora de chamar o veterinário.

Fevereiro, 34 graus às três da tarde, e o pote de ração continua cheio desde o café da manhã. O cachorro está esticado no piso frio da cozinha, abana o rabo quando você chega, mas nem olha para a comida. Se isso é motivo de preocupação depende do que mais está acontecendo com ele.
Na maioria das vezes, o cão que pula uma refeição e segue animado está reagindo ao calor, a uma mudança de rotina, a petisco demais ou a uma ração que enjoou, principalmente se continua bebendo água e o cocô está normal. Preocupa a falta de apetite que vem junto com apatia, vômito, diarreia, febre, dor ou recusa de água, ou que passa de um dia inteiro no adulto. Em filhote, idoso ou cão de raça muito pequena a margem é menor, e o veterinário deve ser procurado no mesmo dia.
Nenhum prazo serve para todo cão: contam idade, porte, histórico de saúde e o comportamento dele nas horas sem comer.
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Adulto saudável e animado, bebendo água, que pulou uma refeição | Observe, mantenha os horários e ofereça a próxima refeição normalmente |
| Adulto que passou um dia inteiro sem comer | Ligue para o veterinário, mesmo que ele pareça bem |
| Filhote, idoso ou cão muito pequeno sem comer | Contato com o veterinário no mesmo dia |
| Sem comer e sem beber água | Avaliação imediata |
| Sem comer e com vômito, diarreia, apatia, gengiva pálida ou barriga dolorida | Atendimento de urgência |
Filhotes e cães miniatura têm pouca reserva de energia e podem ter queda de açúcar no sangue (hipoglicemia) depois de muitas horas em jejum. Se aparecer tremor ou fraqueza, ou se o cão ficar "mole", procure atendimento rápido.
No calor, o cão gasta menos energia e come menos, o que é esperado em dias muito quentes. O problema começa quando o calor vira desidratação ou hipertermia. Se o seu cão sofre no verão, leia o guia sobre cachorro no calor do Rio de Janeiro.
A rotina e as emoções também tiram a fome: mudança de casa, obra no prédio, viagem do tutor, chegada de um bebê ou de outro animal. Cães ansiosos costumam comer menos quando ficam sozinhos e às vezes só comem com a família por perto.
Outro motivo comum é o hábito. O cão que aprendeu que, ao recusar a ração, aparece frango ou petisco passa a esperar pela troca, o que acontece muito com raças pequenas e em casas onde várias pessoas oferecem comida ao longo do dia.
A própria ração pode ser o problema. Pacote aberto há semanas, guardado na área de serviço ou perto da janela, perde aroma e pode rançar, e com a umidade do Rio a ração mal fechada também mofa. Cheire o pacote: se o cheiro mudou, é provável que o cão tenha notado antes de você. Guarde em pote bem vedado, longe do sol e do vapor da cozinha.
A dor é uma causa frequente e esquecida, principalmente a de dentes e gengiva em adultos e idosos. Mau hálito forte, salivação, comida caindo da boca ou mastigação de um lado só são pistas. Dor na coluna ou no pescoço também faz o cão evitar abaixar a cabeça até o pote.
Por fim, várias doenças costumam ter a falta de apetite entre os primeiros sinais: verminoses, gastrite, infecções, problemas nos rins e no fígado, intoxicações e as doenças transmitidas por carrapato. Se o cão teve carrapato nas últimas semanas, conte isso ao veterinário. Entenda melhor em doença do carrapato em cachorro.
Anote as respostas, porque elas encurtam a consulta e ajudam o veterinário a decidir se é caso de exame.
Se o veterinário descartou doença e o problema é hábito, o ajuste é de rotina: horários fixos, pote oferecido por um tempo curto e depois retirado, menos petisco ao longo do dia e nada do prato da família. Trocar de ração a cada recusa ensina o cão a recusar de novo. Quando a troca for necessária, ela deve ser gradual e combinada com o veterinário.
Evite os atalhos, como forçar comida na boca, dar estimulante de apetite ou vitamina por conta própria ou seguir receita caseira da internet. Se a falta de apetite tem causa de saúde, eles só atrasam o diagnóstico.
Aqui no Gute, é comum um cão comer menos no primeiro dia de hospedagem, como muita gente que dorme mal na primeira noite de hotel: o lugar é novo e está cheio de cheiros e de cães que ele não conhece. Por isso ele segue com a ração que já come em casa e nos horários de costume, já que trocar a comida e o lugar ao mesmo tempo costuma derrubar o apetite.
A equipe acompanha cada refeição. Se o cão come pouco no começo mas está brincando pela área verde e bebendo água, a gente observa e dá tempo para ele se ajustar. Se a recusa continua ou aparece outro sinal, avisamos o tutor e acionamos o suporte veterinário. Com supervisão humana 24 horas, ninguém descobre no fim da estadia que o cão passou dias sem comer. Se o seu receio é que ele sofra longe de casa, leia cachorro sofre no hotel?
Os vídeos diários que mandamos mostram as refeições e as horas de brincadeira e de descanso, e você acompanha de longe sem depender só do nosso relato.
"Pude dormir tranquila; sempre me enviavam vídeos dela brincando..." Naiara A., tutora da Khaleesi
Seu cão é sensível a mudança de rotina ou tem dieta especial? Conte na reserva e a estadia é planejada em cima da rotina dele.
Como identificar, os riscos e por que o controle é contínuo.
Para que serve e por que o veterinário define a frequência.
As causas mais comuns e o caminho para resolver.
A rotina de refeições em cada fase da vida.
Depende da idade e do estado geral. Um adulto saudável que pulou uma refeição e está animado pode ser observado, mas se passar de um dia inteiro sem comer, ligue para o veterinário. Para filhote, idoso ou cão muito pequeno, o contato deve ser no mesmo dia, e se ele também não bebe água a avaliação é imediata.
Primeiro, descarte dor e doença com o veterinário. Depois, horários fixos, pote retirado após um tempo, menos petiscos e nenhuma troca de ração por impulso costumam resolver a seletividade. Cheque também se a ração está fresca e bem guardada.
Pode. Verminoses estão entre as causas de falta de apetite, principalmente em filhotes, às vezes com barriga inchada, diarreia ou perda de peso. O veterinário pode pedir exame de fezes e indicar o vermífugo adequado.
Raças pequenas tendem a ser mais seletivas e aprendem rápido que recusar a ração traz comida melhor. Ao mesmo tempo, têm pouca reserva e podem ter hipoglicemia em jejum, então recusa prolongada pede veterinário no mesmo dia.
Apatia junto com falta de apetite é um sinal mais sério do que a recusa isolada e costuma estar ligada a dor, febre ou doença. Leve ao veterinário e conte se houve alguma mudança grande na rotina.
Idosos podem comer um pouco menos, mas uma queda clara no apetite merece consulta. Dor dentária e problemas renais, entre outras doenças, são mais comuns nessa fase.
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