Cachorro tremendo
Do frio ao medo e à intoxicação: quando se preocupar.
Cuidados
O focinho quente engana. Os sinais que contam, a temperatura de referência e quando é urgência.

Mão no focinho, focinho quente, conclusão: febre. O teste é um clássico das casas brasileiras e erra muito. O focinho esquenta e seca com o sol, com o sono e com o ar-condicionado, e pode continuar úmido num cão ardendo em febre.
A temperatura normal do cachorro fica em torno de 38 °C a 39,2 °C, mais alta que a nossa. A partir de cerca de 39,5 °C já se fala em febre, e acima de 40,5 °C é motivo de atendimento urgente. Sem termômetro, os sinais mais confiáveis são apatia, falta de apetite, tremores, respiração acelerada em repouso, olhos avermelhados e orelhas, axilas e barriga mais quentes que o normal. A medida confiável é a do termômetro. E nunca dê antitérmico humano: paracetamol é tóxico para cães, e outros remédios comuns também fazem mal.
| Sinal | Como costuma aparecer |
|---|---|
| Apatia | Dorme mais, não vem quando chamado, perde o interesse pelo brinquedo |
| Falta de apetite | Deixa comida no pote, recusa até petisco |
| Tremores | Treme sem frio aparente |
| Respiração acelerada | Ofega em repouso, mesmo num lugar fresco |
| Olhos | Avermelhados ou lacrimejando |
| Calor no corpo | Orelhas, axilas e barriga mais quentes que o habitual |
| Outros | Vômito, nariz escorrendo ou tosse, conforme a causa |
Crie uma referência enquanto o cão está bem: toque as orelhas, as axilas e a virilha num dia normal e guarde essa sensação. Quando ele estiver abatido, compare. Mesmo assim, é uma estimativa. Num dia de verão carioca tudo esquenta, inclusive o cão saudável, e o que pesa mais é o comportamento. Apatia e falta de apetite junto com corpo quente já justificam ligar para o veterinário.
A orelha quente também dá só uma pista. Existem termômetros auriculares próprios para cães, mas cera, otite e o jeito de posicionar mudam o resultado.
A medida mais precisa é a retal, com termômetro digital de uso exclusivo do cão e ponta lubrificada. Peça para o veterinário mostrar como fazer na próxima consulta: com o cão calmo e uma segunda pessoa segurando, leva menos de um minuto. Se o cão reage com medo ou dor, não insista e leve ao veterinário.
No verão do Rio, um cão quente e ofegante pode estar com hipertermia, o superaquecimento pelo calor, que sobe a temperatura sem infecção nenhuma e pode matar em pouco tempo. Ela aparece depois de passeio no asfalto quente, corrida na areia, carro fechado ou exercício no meio do dia, e atinge com mais facilidade cães braquicefálicos (buldogues, pugs, shih tzus), idosos, obesos e de pelagem densa.
Diante desses sinais, leve o cão para a sombra ou um ambiente fresco, ofereça água sem forçar, molhe o corpo com água fresca (gelo e banho gelado atrapalham) e siga imediatamente para o veterinário. O nosso guia sobre cachorro no calor do Rio traz os horários e cuidados que evitam o problema.
A febre pode vir de infecções por bactérias e vírus, doenças transmitidas por carrapato, inflamações, feridas infeccionadas e abscessos, otite, infecção urinária e, às vezes, doenças imunológicas ou tumores. Também pode haver uma reação leve e passageira depois de algumas vacinas, que mesmo assim merece aviso ao veterinário. Como a febre é só o sinal, é ele quem precisa encontrar a causa.
Só com prescrição do veterinário, que avalia se o remédio é adequado para aquele cão e em que quantidade. Paracetamol é tóxico para cães, e anti-inflamatórios humanos como ibuprofeno e diclofenaco podem causar úlcera e lesão nos rins. Baixar a febre por conta própria ainda esconde o sinal que ajuda o veterinário a entender o que está acontecendo. Explicamos isso em detalhe no texto pode dar dipirona para cachorro?.
Na hospedagem, a febre costuma se mostrar primeiro no comportamento, e é isso que a supervisão humana de 24 horas aqui no Gute permite acompanhar. Um hóspede que deixa de vir para a recreação ou não toca na comida chama a atenção de quem cuida dele, assim como um cão tremendo num canto. Nesses casos, o tutor é avisado e acionamos o suporte veterinário quando necessário.
Nos dias quentes, a gente também separa calor de doença. Os ambientes de descanso têm isolamento termoacústico, e um cão abatido fica fora da piscina e da recreação e descansa sob observação até a avaliação. Se o seu cão tomou vacina pouco antes da viagem, conte para a gente: um pouco de moleza no dia seguinte pode ser reação, e saber disso ajuda a equipe a ler os sinais. Cães que tomam remédio contínuo recebem a medicação nos horários prescritos.
O seu cão é idoso ou precisa de atenção redobrada durante a viagem? Veja como funciona a hospedagem para cães idosos.
Do frio ao medo e à intoxicação: quando se preocupar.
Causas da falta de apetite e quando agir.
Como identificar, os riscos e por que o controle é contínuo.
Para que serve e por que o veterinário define a frequência.
Fica em torno de 38 °C a 39,2 °C, mais alta que a de uma pessoa. A partir de cerca de 39,5 °C considera-se febre, e acima de 40,5 °C é caso de atendimento urgente.
Não. Cerca de 38 °C está dentro do normal para um cão adulto. A febre começa por volta de 39,5 °C.
Não necessariamente. O focinho fica quente e seco por vários motivos, como sol, sono e ar-condicionado. Observe o comportamento e, se possível, meça com termômetro.
Nada sem orientação do veterinário. Ofereça água fresca, deixe o cão descansar num lugar arejado e procure atendimento, principalmente se a febre for alta ou durar mais de um dia.
Não. O paracetamol é tóxico para cães, e nenhum antitérmico humano deve ser dado sem prescrição do veterinário.
Uma reação leve e passageira pode acontecer. Avise o veterinário, principalmente se a febre durar mais de um dia ou vier com outros sinais.
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